18-10-2017

Günther Oettinger relançou o tema do "segundo resgate" a Portugal




Os deputados portugueses ficaram indignados com as declarações do comissário alemão. Günther Oettinger veio a Lisboa falar dos desafios e das oportunidades do mercado europeu digital, mas aa possibilidade de "um resgate" devido ao evoluir da situação económica e financeira do país acabou por dominar a agenda do comissário europeu.

O comissário europeu responsável pelas pastas da Economia e Sociedade Digitais veio a Portugal e no Parlamento acabou por admitir perante os deputados portugueses a possibilidade de Portugal vir a precisar de um segundo resgaste. O comissário europeu Günther Oettinger falava esta manhã no Parlamento e disse sobre a hipótese de Portugal precisar de um novo resgate. "Não sei qual é a probabilidade, mas é maior do que 0%".

Tudo se passou nesta segunda-feira na comissão de Assuntos Europeus para uma audição com os vários grupos parlamentares. Quando pensava que estava a falar à porta fechada, o militante da CDU (partido de Angela Merkel) acabou por admitir que o maior receio da Comissão Europeia era que Portugal viesse a precisar de um segundo programa de assistência financeira, se não tomasse as medidas necessárias para o evitar. Mas, na verdade, a audição do comissário europeu estava a ser transmitida em directo pela AR TV, canal que transmite diariamente os trabalhos parlamentares.

Na comissão parlamentar de Assuntos Europeus, Oettinger lembrou aos deputados portugueses que, sem o programa de assistência em 2011, “Portugal seria insolvente, já não seria capaz de pagar os salários dos seus funcionários, de [garantir] a manutenção das suas estradas e das suas escolas”.

O comissário europeu acabaria mais por retirar o que disse, à margem de uma Conferência sobre o Mercado Único Digital da União Europeia e questionado sobre um eventual segundo resgate financeiro a Portugal, afirmou que “Penso que não é necessário um segundo resgate, isso só [aconteceria] no pior cenário. Temos de fazer o que pudermos para evitar tal desenvolvimento”.



04-10-2016
Fonte: Económico